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Mensagem do Presidente de Câmara

Mensagem do Convidado

A Lenda de Inês Negra

Inês, intimorata, aceita logo o desafio, farta que estava da vaidade e da traição da «arrenegada», escoltada pelas boas graças dos ocupantes.

De bom grado acordou tal peleja o Rei, estupefacto pelo patriotismo e coragem da mulher que se lhe apresentou para defender a honra dos lusitanos.

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Mensagem do Presidente de Câmara



O concelho de Melgaço, integrado no distrito de Viana do Castelo, no extremo norte de Portugal, em pleno Alto Minho, estende-se desde o Rio Minho até às Serras da Peneda e do Soajo. Abrange na sua totalidade uma superfície de 232 Km2, repartidos por 18 freguesias, com cerca de 10 000 habitantes, distribuídas por zonas de planalto e ribeira. Limitado a norte pelo Rio Minho, que o separa de Espanha, a Oeste pelo concelho de Monção e a Sueste pelo concelho dos Arcos de Valdevez, Melgaço faz ainda fronteira com sete concelhos Galegos.

A presença de uma grande diversidade de valores culturais, que fazem a história das diferentes épocas desde a pré-história até aos nossos tempos, fazem de Melgaço um destino turístico com qualidade. Os recursos arqueológicos são diversificados, desde os monumentos megalíticos, aos castros até à arte rupestre. Dos Romanos restam as pontes e vias espalhadas pelo concelho. Da Idade Média, existe um número considerável de monumentos ligados à arquitectura religiosa, civil e militar - igrejas, castelos e pontes distribuem-se um pouco por todo o espaço concelhio.

As freguesias do concelho, todas elas com características próprias, constituem um conjunto paisagístico diversificado e, por isso mesmo, tão rico. As potencialidades naturais de Melgaço passam ainda pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês, pela Zona Termal de Peso e pela prática de desportos aquáticos e de montanha. Famoso ainda pela sua gastronomia e pela qualidade dos produtos locais – Vinho Alvarinho, presunto, chouriço, broa e mel, Melgaço apresenta uma oferta turística muito diversificada e de excelente qualidade.

Para além das potencialidades naturais do concelho, Melgaço tem passado a dispor, ao longo dos anos, de diversos equipamentos, como é o caso do Solar do Alvarinho, da Casa da Cultura/Biblioteca Municipal, do Núcleo Museológico da Torre de Menagem e das Ruínas Arqueológicas da Praça da República, do Espaço Internet e da Piscina Municipal, entre outros. Também o Centro de Estágios de Melgaço, um equipamento único na região e de vital importância, tem atraído ao concelho um outro tipo de turismo, desportivo, nas suas vertentes lúdica e profissional.

António Rui Esteves Solheiro
Presidente da Câmara Municipal

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Mensagem do Convidado


Melgaço é terra de paradigmas geográficos.

À zona ribeirinha do Rio Minho, muito humanizada, com campos em socalcos matizados pelas vinhas, leiras de milho e pastagens, sucede uma outra, mais planáltica, que se estende de Fiães a Cubalhão, de Lamas de Mouro até às alturas de Castro Laboreiro. Este é o mundo dos espaços agrestes, dos cursos de água encaixados em fundas ravinas, do habitat concentrado, das brandas e das inverneiras. São estes os domínios do centeio, do fumeiro e do gado que livremente pasta por encostas, planaltos e cumeadas.

Melgaço é terra de matizes e de notórias diferenças paisagísticas. Nos vales voltados ao Rio Minho predomina o minifúndio, multiplicam-se os velhos e os novos campos suspensos no verde do arvoredo e das ramadas, as hortas, a teia de caminhos vicinais que nos levam até ao campanário das igrejas. Mais para o alto é a montanha despida de árvores, ponteada de cristas graníticas. que nos dá as boas vindas. À vista do santuário da Peneda, Lamas de Mouro e o seu alvéolo, são a genuína porta de entrada para a montanha entremeada de pequenos tufos de arvoredo, dignos exemplares de uma flora que teima em representar espécies em vias de extinção.

Melgaço é terra de arte e história.
Calcorrear as veredas da História é tropeçar, a par e passo com o progresso de agora e com as marcas do passado. No interior do velho burgo, a quem D. Afonso Henriques deu a sua primeira carta de foral, coabitam em perfeita harmonia, as casas e praças da actualidade com o simbolismo de um castelo erguido no começo da nacionalidade e as marcas do românico patentes na igreja matriz, a antiga Santa Maria da Porta.

Numa ruralidade distinta, anichado numa chã pejada de vinhedos onde o Alvarinho marca a diferença, almeja o convento de São Salvador de Paderne, também ele a ressoar de medievalidade nas pedras esculpidas dos cachorrros e nas arquivoltas das suas portadas. A decoração lembra-nos o Mestre Mateus da Catedral de Santiago de Compostela e o arruinado convento de traça seiscentista recorda-nos a comunidade dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho que aqui viveu.

Na Primavera é tempo de provar o presunto e a broa dos aldeãos dos lugares da montanha acompanhado do Alvarinho dos vinhedos de meia encosta e amadurecido pelo sol quente do verão. O Verão é tempo de festas e de romarias, mas também de festivais e de Cultura e qualquer época do ano é boa para a boa comida que os restaurantes desta terra sabem fazer.

Melgaço está longe do mar, mas o Rio Minho está ali mesmo ao pé, com a agressividade do seu percurso, com as suas centenares pesqueiras, com a inconfundível marca da paisagem a mirar-se nas suas águas.

Brochado de Almeida
Arqueólogo

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